26 de mai. de 2009

Maldita TV brasileira (01)

casos de familia
Christina Rocha, ela não tem vergonha de fazer feio em público

Desde que entrou no ar, há quatro anos, o programa Casos de Família, até pouco tempo apresentado pela excelente jornalista e apresentadora Regina Volpato, era garantia de um programa com atrações populares e reais que não se perdia no mar da baixaria. Diferentemente da concorrente Marcia da TV Bandeirantes.
O programa invadia as tardes através do SBT e, comparado a outros, sofria poucas e pequenas alterações do patrão, Sílvio Santos. Também não agradava a todos, mas quem o assistia conseguia enxergar e compreender de forma calma os defeitos e as virtudes de cada participante.
Mas Casos de Família começou a apresentar problemas com relação a sua estrutura, os bate-bocas e a lavação pública de roupa suja foi se tornando mais frequente, Regina então, relatou em seu blog: “Sem falar mais do que devo, digo com convicção que não precisamos de mais violência em nossas vidas. Mais briga, mais confusão, mais estresse, mais bate-boca. Para quê?”, mostrando que baixaria não a agradava. Regina saiu da apresentação do programa.
Então Silvio Santos contratou a jornalista Christina Rocha que desde então apresenta um Caso de Família desequilibrado, turbulento e insuportável de assistir. Resultado, nossa TV acabou de perder um dos poucos, senão o único, programa de auditório que não confundia popular com baixaria.
Maldita TV brasileira.

23 de mai. de 2009

O valor da leitura no Brasil

Como criar cidadãos intelectuais e bem sucedidos num país como o Brasil, onde a pobreza promove uma miséria educacional, cultural e intelectual? Claro! Construindo parques comunitários, centros esportivos e fornecendo uma ajuda financeira básica as famílias necessitadas. Errado! Essa é uma visão extremamente brasileira para a solução de um problema tão grave e esquecido por aqui: a fome de saber, conhecer e criticar. Mais simples e barato que criar todas essas parafernálias eleitoreiras é incentivar e promover a leitura como forma de esboçar um futuro promissor.Alguns dias atrás, estava em uma livraria conferindo os lançamentos literários quando notei, na repartição infantil, algumas crianças lendo e um pai explicando uma história para sua filha, que ouvia atentamente a empolgante explanação. Esse é um dos “truques” utilizados pela classe alta para, desde bem cedo, deixar para seus filhos esta herança preciosa. Enquanto a classe baixa pensa, equivocadamente, que a única coisa proveitosa que podem deixar para seus descendentes é uma poupança rechonchuda no banco. Valores “invisíveis” e que mostram resultados à longo prazo são rejeitados.A classe considerada pobre tem os passa-tempos dos ricos como cultura, aquilo que proporciona interação social. Um exemplo disso é o desespero que uma família de baixa renda tem para comprar o popularmente e absurdamente intitulado “o PC da família”, que passa a imagem de solução para todas as deficiências culturais, literárias e educacionais, ridículo. Segundo uma pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) realizada entre 29 de novembro à 14 de dezembro de 2007 foi constatado que, 55% da população entrevistada são leitores, enquanto 45% foram considerados não-leitores. A pesquisa ainda aponta que o brasileiro le, em média 4,7 livros por ano, número um tanto baixo se comparado ao de países como a França, onde cada habitante le, em média 7 livros anualmente.A leitura no Brasil ainda é controlada por governantes que não desejam que as pessoas se tornem seres pensantes, capazes de buscar esclarecimentos, exigir e conquistar seus direitos, e, os vitimados, mais uma vez, são os pobres, eternos pagadores de patos da péssima política de nosso país. É algo relativo, leia e cresça, não leia e seja escravo dos que leem.
Lucas Fernando

11 de mai. de 2009

Yes, nós precisamos do estrangeirismo

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"Um país emergente e sem competência governamental como o Brasil necessita urgentemente de cultura e costumes provenientes de outras nações para alavancar, caso contrário continuaremos na lama."
Lucas Fernando

10 de mai. de 2009

A força do alarmismo

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Sempre que surge no cenário mundial uma nova doença é aquele espanto geral, todos os meios informativos voltam suas atenções para o acontecimento. Isso se torna ainda mais forte quando se trata de uma gripe até então desconhecida, contagiosa e mortal. Entra em cena o show do telejornalismo com transmissões ao vivo, boletins e o principal, a divulgação e propagação do alarmismo desnecessário.
Está sendo basicamente isso que vem ocorrendo após a descoberta da tal "Gripe Suína" ou "Gripe A" que teve seu primeiro caso confirmado no México e já faz vítimas no Japão e Austrália.
Isso mostra o poder deste vírus. Mas, maior ainda é o efeito causado pelo medo geral que remete algumas pessoas mais apocalípticas a pensar no fim da humanidade.
Uma pesquisa realizada recentemente revelou que 41% da população mexicana passou a usar mais comumente os preservativos nas relações sexuais, um ponto a menos para a Aids. Afinal, então, o alarmismo trás benefícios.
Porém, simultaneamente é algo um tanto contraditório, pois essa gripe fez poucas vítimas até o momento se comparada a Aids, ao câncer e a fome no mundo, que são muito mais sérios mas não contam com tamanho alarmismo por parte das comunidades internacionais. É semelhante com o que ocorre em épocas de guerras e conflitos militares, a população se espanta com o número de mortos nelas, mas não dão a mesma importância as vítimas inocentes da fome na África. É automático, próprio do ser humano deixar se levar por essa "onda de alarme" e não analisar e
comparar os fatos.
Logo, se a Gripe Suína se popularizar e essa atenção diminuir ela será tratada como a Aids é hoje? Quanto vale o alarmismo?

9 de mai. de 2009

Reclamações, esclarecimentos e mudanças

Postei o seguinte texto de apresentação do blog:

Somos inquilinos dessa pátria
Vítimas de seus governantes
Escravos do desemprego e dos impostos
E o futuro de uma nação sem rumo

Então um caro internauta postou o comentário abaixo:

"sempre que me deparo com este tipo de temático me questiono, até onde esse inconformismo mental e monótono vai nos levar, acho válido expor e discutir idéias, mas vamos ficar assim, até quando?"

Pois é, ouvimos e lemos diariamente pessoas, tanto especialistas no assusnto como toda a população se queixando da política no Brasil.
Reclamar é algo que fazemos automaticamente quando algo não vai bem, mas depois desse ato subto de queixas temos que partir para a segunda etapa que é pedir esclarecimentos de para onde vão nossos impostos, cobrar transparência dos serviços públicos. Essa etapa é fundamental pois é a partir dessas informações das autoridades que serão criadas soluções, argumentos e também mais reclamações a serem apresentadas e cobradas. Não se pode criticar sem conhecer e analisar, porque apesar de grande parte do governo ser constituído de corrúptos, ainda existem gestões sérias e competentes. Tudo isso mais uma boa pitada de pressão da população resulta, em sua maioria, na resolução dos problemas governamentais e na aplicação das sugestões apresentadas anteriormente.
Mas, de todos esses processos, somente um é executado: Reclamar! E é nisso que a sociedade do Brasil erra. Não se conformar com o sistema e buscar esclarecimentos é mais que um direito nosso, é uma obrigação.
Afinal, a política é pública!

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8 de mai. de 2009

Política(gem) sincera

Você ja deve ter visto muitos candidatos corruptos, mentirosos e falsos. Mas eis que surge um político sincero, que sabe que não cumprirá suas promessas e não promete nada!
Com vocês, Samuel Silva!

Nós, brasileiros

Somos inquilinos dessa pátria
Vítimas de seus governantes
Escravos do desemprego e dos impostos
E o futuro de uma nação sem rumo

Lucas Fernando
 
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